A Mão Que Sempre Falta... Pai...- 09 de Agosto (Dia dos Pais)

O critério para a instituição do segundo domingo do mês de agosto para o Dia dos Pais, seguiu uma adaptação de calendário, conforme explicação a seguir. A comemoração foi criada em 1953 pelo publicitário Sylvio Bhering, então diretor do jornal O GLOBO e da Rádio Globo. Inicialmente, a celebração acontecia no dia 16 de agosto para coincidir com o dia de São Joaquim,mas foi alterado para o segundo domingo do mês para facilitar o convívio familiar nos finais de semana e impulsionar o comércio.

Hoje o senhor Reynaldo (meu pai) é uma figura presente… constantemente presente no meu pensamento, sentimento e coração, apesar de não estar mais neste plano terreno. E a saudade se intensifica, pelo significado da data de hoje...

Merecedor de textos já publicados neste espaço do "homem comum" (pois sim, "ordinary" não é ordinário, mas sim "comum"), capturei os "insights" do que foi tratado e uma das primeiras cenas frescas na memória dizem respeito à Casa Califórnia, casa de lanches notória do centro de São Paulo, a qual frequentávamos constantemente e não podíamos sair sem saborear o famoso sanduíche de calabresa (diretamente de Bragança Paulista!!!). 


Outra lembrança é quando íamos às partidas da Portuguesa no Canindé, isso não porque torcemos para a Lusa, mas porque nos sentíamos bem ali, em um estádio no qual a torcida, apesar de intensa e firme na cobrança em relação aos seus jogadores, tinha um aspecto mais "família" e nos sentíamos seguros ali. Ademais, admirávamos o futebol praticado pelo Dener, craque que infelizmente teve sua vida abreviada em um acidente de trânsito. Seus dribles desconcertantes e gingado garantiam a qualidade do espetáculo, certamente...


Mas o "espetáculo à parte" ocorria quando Leonardo Garcia, o senhor da foto abaixo, aparecia nas partidas porque seja qual fosse o lance e o árbitro, punha-se a reclamar. É o notório "Sardinha" torcedor-símbolo da Lusa, famoso pela sua rabugice, que infelizmente também nos deixou em 2023 (tinha 83 anos de idade)... A coletividade adorava. Diversão certa ou o valor de seus ingressos de volta!!


Também eram inesquecíveis os almoços de domingo com nossos primos e meu avô, coincidência ou não, também português, o senhor Antônio. Ele também era reclamão!

E meu pai serviu para quebrar estes grandes ofensores (rs) do bom humor, com seu constante sorriso, generosidade e empatia, tal como na foto abaixo.


O fato é que você, pai, merece mais do que mil palavras. A foto vale mais do que isso. Há 1 milhão de razões para dizer o quão importante você foi e será na minha formação de valores. Claro que alguns acidentes de percurso sempre acontecem, normalíssimo na relação pai/filho, mas eles têm um valor representativo ínfimo em comparação à sua sensibilidade.  

Um dia, quiçá, nos encontraremos. Assim espero.

Até a próxima postagem, pessoal!

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