Dia da Felicidade - 20 de Março - Pequenas Reflexões

Estou realmente feliz em poder escrever esta resenha, pois, após uma noite de muita felicidade, tive a feliz coincidência de descobrir por uma maneira inesperada sobre a data de hoje: 20 de março foi classificado como o Dia Internacional da Felicidade. 

Quanta felicidade, não? De fato, eu desconhecia esta data e por uma coincidência do destino, conforme dito acima, acabei sendo informado que havia uma data comemorativa para este substantivo abstrato, representante de um estado de espírito muito mais almejado e muito menos alcançado neste mundo de hoje...

A dimensão de felicidade acabou tomando proporções exponenciais pelo uso de redes sociais. Algumas delas, como o Instagram por exemplo, dão ênfase a registro de momentos da vida registrados a partir de fotos. Neste sentido vêm à tona um questionamento importante: até que ponto a exibição destes dias de glória, potencializados por cenários paradisíacos e sorrisos mil, corresponde a uma efetiva sensação, um sentimento fidedigno e contínuo?

Muitas vezes ela é encontrada em algo simples e, à medida da passagem do tempo, torna-se algo mais difícil de obter: a companhia, aquele ombro amigo e sincerto, formador de uma trajetória forrada de lembranças, acontecimentos, ações, sinceridade e verdade insubstituíveis e presentes atemporalmente em nossa memória. E quando a perdemos, parafraseando a música "Epitáfio" dos Titãs, o acaso vem e nos protege, colocando em nosso caminho um elemento surpresa rompante no sentido de desbravar um caminho para desabafar e retomar a fundamental nostalgia. 

Para bem explicar o parágrafo acima, sugiro que acessem o vídeo abaixo:


Afago e a importância de ter alguém em quem confiar e compartilhar fatos da vida, mesmo simples, são momentos, para muitos, determinantes para ajustar o termômetro da felicidade. Constatamos no vídeo, em contrapartida, certa dificuldade em poder dispor deste tempo e isso é explicável por conta do atual estado de coisas predominante em nosso cotidiano. Pressa, desconfiança e indiferença em relação a um pedido de uma pessoa idosa acabaram ficando latentes no filme e são realmente elementos característicos de nossa sociedade. 

Nos textos que produzo, procuro me utilizar de referências musicais e esta simbiose, do contato tête-à-tête, podemos assim dizer, bem como da possibilidade da troca de ideias e do dispensar de atenção pela companhia, está um pouco presente por exemplo na canção "Lucky Man" da banda "The Verve". Também faz você se encontrar, rever seu interior, e despertar um calor que pode ser literal ou no sentido de acolhimento. 


Mas acredito que o principal conceito, não apenas na canção, mas também dentro do pensamento de muitas pessoas é que a obtenção da felicidade se dá pela conquista de outro substantivo abstrato: a liberdade. Ela pode tomar muitos espectros, desde a possibilidade de ir e vir, descobrir novos lugares, pessoas, sabores, registros, além de gravar lembranças. Pode também estar bem ao nosso alcance, como dito, na possibilidade de ter um mundo criado dentro de si, único, exclusivo, que proporcione talvez por algum "estalo perceptual", demonstrar a plausibilidade de que se pode alcançar o diferente... sem necessidade de ter alguma aprovação explícita para isso. 

Respeitar opiniões e não tornar certas discussões autênticos "cavalos de batalha" por exemplo, podem fazer um lugar melhor para se viver. Recursos financeiros ajudam sim e acredito parcialmente no dito popular "dinheiro não traz felicidade". Ele, bem administrado, mas não utilizado como elemento de ostentação ou arrogância perante os mais humildes e também destinado em uma parte a ajudar pessoas, instituições, lares de idosos, acaba sim transformando-se em um elemento concreto de felicidade, para a alma de ricos e pobres. E no caso dos primeiros, muitas vezes cercados por propriedades, carros de luxo, roupas de grife, restaurantes sofisticados, estas ações, além da felicidade em si, contribuem para dar um grande sentido a "spots" a meu ver, permeados por uma solidão ou falta de propósito que vão além das benesses da capacidade de consumo, as quais também não condeno. Pois se você auferiu seu poder monetário a partir de seu esforço, sem utilizar de subterfúgios ou de prejuízo a outras pessoas, você tem o seu direito também. 


Como se vê, há um leque de assuntos associados à felicidade e as vertentes de interpretação pertencem a cada um de nós. Mas acredito que o importante, na contínua busca dela é tomarmos consciência de alguns aspectos. Primeiramente: felicidade não consegue ser absoluta, pois temos um mundo real a zelar, o qual apresenta seus problemas, imperfeições e conflitos. Em segundo lugar, cada pessoa tem seu conceito a respeito dela. Pode surgir de um simples momento como por exemplo ir a um parque em um dia ensolarado, colocar em dia suas leituras e tomar um sorvete, até um mais complexo, na forma de um sonho que se materializa após anos de planejamento (exemplo: depois de muito tempo juntando economias, poder viajar para assistir uma edição de Jogos Olímpicos). 

A essência é poder conviver com respeito, diálogo, urbanidade e honestidade. Algo que espero sinceramente venha a ocorrer no Brasil em um intervalo de tempo não muito dilatado. Porém, mesmo sob este cenário, conseguimos ter esperança. Uma pesquisa coordenada pelo instituto francês IPSOS (Ipsos Happiness Report 2026), mostra que, dentre um ranking de 29 paises, o Brasil está classificado em 7° lugar, no quesito felicidade (https://www.ipsos.com/en/global-attitudes-to-happiness-2026). 


O que o futuro nos reserva? Vale a pena refletir...

Até a próxima postagem pessoal!

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