Dia de São Cristóvão e Dia do Motorista - 25 de Julho
São Cristóvão é conhecido como o padroeiro dos barqueiros, peregrinos, viajantes e motoristas. Sua figura é representada por um gigante barbudo que segurou o Menino Jesus nos ombros para ajudá-lo a atravessar um rio. Segundo esta tradição, seu verdadeiro nome era Reprobus, um gigante que queria prestar serviço ao rei mais poderoso do mundo.
Reprobus em sua trajetória, tomou contato com o diabo e passou até mesmo a segui-lo por um tempo. Mas este, passando um dia por uma rua na qual havia uma cruz, desviou seu caminho. Reprobus questionou a razão daquilo tudo, no que foi esclarecido que Cristo tinha morrido na Cruz; e uma vez isso sendo fato verídico, o diabo tinha que fugir de medo dela.
Com isso, Reprobus pôs-se à procura de Cristo e em determinado dia, ao ouvir a voz de uma criança pedindo-lhe ajuda, conseguiu localizá-la: ela desejava um rio. Então, o gigante a colocou sobre os ombros e a carregou para o outro lado (margem oposta). Enquanto fazia a travessia, o peso daquela criança aumentava cada vez mais, tanto que, com muito custo, conseguiu alcançar a outra extremidade. Lá, o menino revelou sua identidade: era Jesus e o peso, que havia carregado, era o do mundo inteiro, salvado pelo sangue de Cristo. Tal relato fez com que São Cristóvão fosse invocado como Padroeiro.
Assim sendo, no dia 25 de Julho é celebrado o dia do motorista e também de São Cristóvão.
Apesar de termos a presença do santo protetor e sua importância no cenário nacional, infelizmente o Brasil ostenta . Segundo o site do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV - https://www.onsv.org.br/), tivemos 37.150 mortes no trânsito em 2024, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior. Foram 2.269 vidas a mais perdidas em apenas um ano, o maior crescimento anual em mais de duas décadas. O país retorna ao patamar de 2016, confirmando a tendência de aumento de mortes no trânsito observada a partir de 2020, evidenciando o retrocesso que o país está vivendo na segurança viária.
O grupo mais afetado foi o de motociclistas, com um salto de 13.477 para 15.459 óbitos de um ano para outro. Também vale destacar o incremento entre crianças e idosos, sinal da necessidade cada vez maior não apenas do aumento da fluidez de tráfego nas vias expressas das cidades, mas também o desenho de soluções que priorizem sinalização mais evidente nas áreas urbanas, priorização de construção de passarelas e quebra-molas em grandes avenidas, mas principalmente uma intensa mudança atitudinal de muitos condutores, que ainda insistem em infrações gravíssimas como o excesso de velocidade e a ingestão de álcool antes de dirigir.
Na página https://www.onsv.org.br/estudos/analise-datasus-2024 é descrito um estudo mais detalhado sobre os óbitos ocorridos no trânsito brasileiro durante 2024.
Os reflexos do álcool na condução de veículos incluem o aumento no prazo de resposta à ocorrência (perda de reflexos), visão afetada. Há uma redução média de 32% na precisão visual, além de perda da visão periférica, afunilando o campo de visão e dificultando a visualização de veículos ao lado.
Tratar o nosso semelhante como gostaríamos de ser tratados é uma regra básica de convivência a qual acredito que devesse estender-se à civilidade no trânsito. Infelizmente, além do fator etílico elencado acima e dos acidentes em si, o trânsito também é violento muitas vezes por conta de discussões geradas no calor de determinados acontecimentos, os quais, posteriormente, ao parar-se para analisar com calma e paciência, não deveriam ter evoluído negativamente.
Tratar os outros da maneira como gostaríamos de ser tratados implica agir com respeito, bondade e consideração. É algo que à primeira vista parece óbvio, mas está presente até mesmo na Bíblia, em uma passagem do livro de Mateus (7-12): "Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles façam a vocês; pois esta é a Lei e os Profetas."
Até a próxima postagem, pessoal!
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