Dia das Mães - Histórico e Considerações - 10/05/2026
Desde há muito tempo, mais precisamente a partir de 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, convencionou-se comemorar o Dia das Mães no segundo domingo do mês de maio, de maneira que para o nosso ano vigente (2026), adotamos a data de 10 de maio para tanto.
Mas o surgimento mundial ocorreu nos EUA, pela figura de Anna Jarvis. Sua mãe, Ann Reeves Jarvis, teve 13 filhos, sendo que somente 4 deles chegaram à idade adulta. Por conta disso, engajou-se em lutas contra a mortalidade infantil, no Estado de Virgínia Ocidental, promovendo palestras educacionais acerca de higiene básica, saneamento e conservação de ambientes, e distribuindo medicamentos para as famílias acometidas por doenças.
Reeves faleceu em 09 de maio de 1905, e sua filha (foto acima) Anna, então adotou, como homenagem à mãe, o nosso conhecido dia. Optou-se por um domingo (o segundo de maio), justamente por conferir proximidade à data de despedida da senhora Reeves. O primeiro ano em que se comemorou foi 1908, no qual foram distribuídos cravos brancos aos filhos na Igreja Metodista de Grafton, justamente como parte da homenagem às suas mães.
Tomando talvez um pouquinho deste mote das flores, podemos traçar um paralelo à figura das mães porque de forma análloga, ambas são onipresentes, multicoloridas e povoam nossos pensamentos ao longo da vida. São elementos que cultivamos e procuramos dar todo o esmero e carinho, pois sabemos que requerem sensibilidade e atenção constantes.
Nem sempre correspondemos às suas métricas e expectativas e dentro da autocrítica que me é habitual, eu me incluo neste rol. Por reconhecer esta impossibilidade de gerir esta tarefa árdua de dar uma educação em todos os sentidos, inclusive no que diz respeito à alocação de tempo para tal, e também pela missão outorgada a mim (iniciada há cerca de dez anos), eu decidi não me juntar a uma companheira e seguir com o papel de me tornar pai. De qualquer maneira, acumulei a alcunha de filho e cuidador, mas não me sinto realizado com tal fato, pois este lide já me faz sentir, no campo psíquico e fisiológico, um abatimento contínuo e que vai aumentando diametralmente à medida que os anos se passam.
Então este "fato combinado" de ter em minha mãe alguém que hoje também está em vulnerabilidade, em adição ao fato de termos um convívio contínuo, associado ao fato de eu também estar em vulnerabilidade, dentro de um cenário de personalidades diferentes, confere a este dia um caráter mais reflexivo do que meramente "comemorativo", dentro da reflexão que desejo discorrer por este texto.
Não há como tecer um comentário integralmente de felicidade nesta data e também contemplativo, vamos assim dizer, porque também a maneira de encarar o respeito materno que possuo destoa um pouco do adotado pela modernidade, permeado por contínuas "selfies", almoços especiais e postagens em redes sociais. Não condeno quem assim o faz, sob a resssalva de que durante os outros dias do ano haja um esforço direcionado dentro de uma razoabilidade, destinado à atenção, carinho, preocupação e companheirismo. Mas se isso é realizado no intuito de apenas, como se diz popularmente, "fazer vt", ou seja, forçar uma situação de aproximação inverossímil, já considero de outra forma.
Por outro lado, existe uma postura mais "ensimesmada" a respeito da data, alimentada pela falta que outras pessoas, não de nossa família formal, mas sim afetiva e empática, fazem, por já não estarem no plano terreno ou próximas a nós. Tias, tios, mães de amigos, "candidatas" a sogras (mães de antigos relacionamentos nossos que, por seus valoros conselhos por exemplo, nos proporcionam verdadeiros "insights" para seguirmos um certo caminho quando acometidos por alguma dúvida) e amigas que encampam com muito esforço, jornadas duplas ou triplas o seu papel de "mães atípicas", face o trabalho hercúleo que têm para criar e educar filhos e filhas com deficiências e síndromes raras por exemplo.... Estas estão longe de nós fisicamente, na presença e no plano espiritual, mas certamente têm lugares especiais reservados para sempre em todos os nossos corações. E, para comprovar isso e dar continuidade ao seu legado de carinho e dedicação, nos aproximamos e nos solidarizamos com seus entes queridos, continuamente...
O fazer, o dedicar, o amar, é ato contínuo e mesmo sob a égide dos obstáculos advindos do conflito de personalidades (citados anteriormente), é possível conduzir todo este este esforço sob um prisma de bom humor. Finalizo este texto aqui com o vídeo abaixo, do canal "Embrulha Pra Viagem", bastante emblemático por justamente resumir os pontos principais analisados no texto em uma frase: "na teoria, a prática é outra..."
Feliz Dia Das Mães a todas deste mundo.
Até a próxima postagem pessoal!
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