Dia do Silêncio - 07 de Maio - Reflexões...
"Quero falar... de uma coisa..."
A maior parte de nós já ouviu e boa parte também admira este refrão de "Coração de Estudante", canção entoada pelo nosso Milton Nascimento. Pois bem, eu fiquei sem palavras (!!! - bem conveniente descrever isso, não?), hoje, ao saber inesperadamente que estava na data associada ao Dia do Silêncio. Sim, 07 de maio!
Então, parafraseando este tão talentoso e notório cantor, eu quero falar desta coisa... do Dia do Silêncio. Vivemos esta "Era da Informação" desenfreada, na qual requer-se aperfeiçoamento, dinâmica, praticidade, agilidade e outros adjetivos ligados a resultados cada vez mais imediatos. Seríamos nós a reprodução de Charlie Chaplin naquela icônica cena de "Tempos Modernos"?
Pois é... não tanto hoje no universo fabril, mas no cotidiano, de fato vivemos em uma era de bastante ruído. Além da famosa invasão de privacidade, existe um outro tipo de ruído fomentado pelo advento das redes sociais, que é a EVASÃO de privacidade. Nela, expomos aspectos de nossa vida privada, do cotidiano, desde a mais simples tarefa, até as mais complexas, buscando o chamado engajamento e também a chamada "monetização".
Então, para além do ruído dito "literal", facilmente identificável nas grandes cidades e até mesmo em balneários sob o pretexto de "lazer" (pelos intermináveis conflitos das guerras das caixas de som), o excesso de exposição, facilitado pela multiplicidade das plataformas, muitas vezes faz com que também o nosso cérebro entre em um estado de torpor tamanho, causando "ruído" em nossa capacidade cognitiva...
Tudo isso combinado proporciona o surgimento de alguns problemas derivados deste constante alerta que o cérebro desencadeia: o aumento da produção de hormônios, como o cortisol e adrenalina. E este aumento resulta em irritabilidade, dificuldade de concentração, dores de cabeça, cansaço excessivo e alterações no sono.
Tudo isso converteu-se em justificativa para que a data fosse um chamariz para incentivar-nos a respeito da conscientização sobre a importância da adoção do silêncio, da meditação e da reflexão em momentos do dia, pela própria Organização Mundial de Saúde (OMS).
Isso ven de encontro com alguns princípios do Estoicismo, princípio filosófico que busca a felicidade e paz mental por meio de virtude, resilência e racionalidade. E para refletirmos a respeito, fica uma frase de Marco Aurélio, imperador e filósofo estóico, proveniente de sua obra "Meditações": "Encontre refúgio na racoinalidade da mente."
E como eu acabo buscando muitas das referências dos meus "alfarrábios" na forma de posts neste blog, por meio da música, me veio à referência a canção do grupo Depeche Mode ("Enjoy The Silence"). Além de falar muito de mim, a respeito de minha aura fechada e tímida, sempre o verso que fala sobre palavras me faz pensar e refletir que eu consigo ainda, mesmo remando contra a maré, trabalhá-las com um pouco mais de qualidade e sensibilidade, para atuar como pontos de apoio em prol aos meus amigos. Diferentemente do que O Depeche fala, para mim, as palavras bem escritas não são desnecessárias e não causam apenas dissabores.
Eles cantam (explicando) em certo momento da música, o seguinte verso: "words are very unnecessary... they can only do harm."
Não acho que unicamente... nem absolutamente. Mas em dados momentos de fato o silêncio é uma prece e as palavras podem ser abreviadas.
"Enjoy The Silence" pessoal. Especialmente nesta data. E até a próxima postagem.
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