Dia do Trabalho - 01° de Maio - Reflexões...

Novamente chegamos, dentro do calendário de feriados, no dia do trabalho. E neste 01° de maio de 2026, em específico, gostaria de tecer uma pequena reflexão a respeito de como certas relações se desenvolveram no campo de um esporte muito apreciado pelos brasileiros ao longo do tempo, especialmente na época das constantes vitórias e Pole Positions de nosso inesquecível Ayrton Senna da Silva. 

A Fórmula 1 é um esporte composto por equipes, dentro das quais, no seu universo, personagens têm papeis fundamentais para o sucesso dentro da competição. O vídeo a seguir mostra de maneira bastante elucidativa, os componentes e seus respectivos papeis, sendo que os pilotos devem, geralmente, seguir o determinado pelo Chefe de Equipe. 


Como esperado em uma relação de trabalho, existem supervisores, chefes e supervisores que coordenam diversas áreas de uma equipe de Fórmula 1. Dentre todas elas, a mais conhecida ao longo da história é a Ferrari (a vermelha, do cavalinho) e tomando o mote do tema de nosso texto de hoje (o trabalho), apesar de toda sua fama e legado, protagonizou um dos momentos mais vexatórios da história do esporte, duramente criticado por todos que o acompanharam ou tiveram notícia a respeito. 

O ano era 2002. A prova? Grande Prêmio da Áustria. Até então, o lider em pontos da temporada era o piloto alemão Michael Schumacher, com 44, sendo o adversário mais próximo o piloto Juan Pablo Montoya com 23. A corrida, que vai completar 24 anos em 12 de maio foi programada para ter 71 voltas, e ao mesmo em seu final era liderada por Rubens Barrichello. Tudo levava a crer então, que ele seria o vencedor, mas por conta de uma ordem dos superiores da equipe, foi orientado a deixar Schumacher ganhar a corrida. Barrichello, para deixar latente a sua insatisfação frente àquela situação, somente cedeu a posição a Schumacher nos metros finais da corrida. Isso deixou muito nítido e transparente, especialmente ao público da arquibancada, que havia alguma coisa errada. E eternizou uma expressão vinculada ao narrador Kleber Machado durante a transmissão: "hoje sim... hoje não". Abaixo segue o vídeo da transmissão dos momentos finais da corrida e a indignação dele e do comentarista Reginaldo Leme por tudo o que ocorreu. 


Barrichello, dentro de sua relação de trabalho com a Ferrari, ficou no limiar da escolha: seguir sua autonomia em fazer a própria corrida, ou comprometer seu futuro ao ser insubordinado (pois ele revelou que foi isso que foi dito no rádio se acaso ele não seguisse a instrução). Pensando no futuro e bastante contrariado, seguiu literalmente a ordem. 

Esta foi uma faceta portanto que quis retratar dentro da multiplicidade de relações de trabalho. 

Continuando o relato em relação ao mundo do automobilismo, cito agora o nome de um trabalhador incansável deste esporte: Ayrton Senna. Infelizmente, há exatos 32 anos, em 01 de maio de 1994, após um acidente na curva Tamburello (Itália), veio a falecer. A propósito, Senna era um dos personagens daquele grande prêmio, que reuniu diversos elementos fatídicos, a começar pelo acidente com Rubens Barrichello (na sexta-feira anterior) e posteriomente com o austríaco Roland Ratzemberger (isto no sábado, dia 30 de abril). Mesmo acontecendo tais fatos, a prova não foi suspensa e a corrida foi mantida para dia primeiro.


Logo na largada, outro acidente aconteceu, envolvendo o piloto Pedro Lamy (português). Prenúncio do que ocorreria posteriormente, na relargada, afetando o ídolo nacional, Ayrton Senna. A propósito, uma cena anterior ao início da corrida, intrigou muita gente: a forma com que ele ficou olhando seu próprio carro, por minutos, em um silêncio quase sepulcral. Parecia realmente uma previsão do que viria posteriormente. 


Da relação com o trabalho, Senna tinha como principais caracerísticas a dedicação, busca por normas e procedimentos, coragem e talento. Defendia que determinadas regras fosse modificadas, visando a preservação da segurança dos pilotos. Sabendo dos acidentes com Barrichello e Ratzenberger, ele cogitou não participar da corrida de domingo.

Ele dizia: "ou você faz uma coisa bem feita, ou não faz" e também "o verdadeiro vencedor não é aquele que nunca cai, mas aquele que faz sua vida inteira valer a tentativa". Infelizmente, por estar circundado por alguns elementos não tão focados nesta busca por melhorias concretas, acabou vitimado ainda no auge de sua carreira. 

Saudades deste incansável trabalhador!

Até a próxima postagem, pessoal!

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