Qual Será o Nosso Verdadeiro "Universo" - O Mundo das Coisas ao Nosso Redor...

Hoje eu, incansável escritor aspirante, na minha ávida tarefa de sedimentar a disciplina e foco desta atividade, ainda divagava para poder decidir a respeito de qual tema poderia escrever. Eis que, ao navegar em meu Smartphone, me deparo com a mais recente polêmica do mundo das celebridades: as recentes "lives" de Virgínia Fonseca.

O título do meu artigo de agora levou em consideração algo que muito falaram a respeito: o envio de presentes à influenciadora. Citaram como um dos mais valiosos "gifts", o Universo TikTok. Pesquisando rapidamente, descobri que ele representa, dentro da métrica de montantes, 44.999 moedas, o que equivale aproximadamente a US$ 562,48.


À primeira análise, poderíamos assim pensar: "eu faço com o meu dinheiro o que eu quiser". Sim, racionalmente falando, essa linha de pensamento não está errada. Mas nós temos outros pontos de análise importantes a discorrer por aqui, já que nosso "universo", como a própria palavra pressupõe, gira em torno de muitas outras situações. 

Quando realizamos o famoso "rollover" das páginas, passando por diversos usuários, percebemos diferentes conteúdos no mundo do TikTok. Como exemplos, podemos classificar: conteúdos ligados a esportes e campeonatos, esquetes humorísticas, produtos de beleza, pessoas solicitando doações dos mais diversos fins, inclusive ligadas a doenças raras e severas... 

É neste ponto que quero chegar, porque a partir da constatação da existência deste grupo de pessoas por todo o Brasil, as quais existem em grande quantidade, nossas ações perante isso, a meu ver, estão centradas em 3 possibilidades:

1. Passar direto, não dando a devida atenção.

2. Analisar, pois infelizmente (isso já ocorreu e ocorrerá enquanto formos seres humanos) algumas pessoas aproveitam-se da comoção gerada para realizar algo indevido. 

3. Engajar-se e realmente participar. 

No meu caso, eu procuro dar confiança à alternativa número 3, até mesmo porque os casos que são exibidos no TikTok parecem verossímeis. Porque pais, tios, avós, filhos, filhas e outras pessoas do círculo íntimo do paciente, expõem realmente "a vida como ela é". Inclusive, por conta disso, eu acabo encontrando essa veracidade, complementando as minhas razões mediante algumas pesquisas que realizo. 


Eu entendo que os influenciadores acabam arregimentando sua legião de fãs, que os consideram como ídolos, mas a força motriz da juventude também poderia aumentar, o já crescente número do voluntariado no país, que segundo o site "Pesquisa do Voluntariado no Brasil", agora abrange, seja de forma eventual, seja de forma constante, cerca de 60 milhões de pessoas 


Fonte: https://pesquisavoluntariado.org.br

Você pode, como já dito, admirar seu artista, esportista e projetar-se nele para traçar alguns aspectos de seu futuro profissional e pessoal. Não é este inclusive o ponto que desejo chegar. Mas sim, poder equilibrar este afã de gratificá-lo e com isso obter seu retorno em visibilidade e engajamento, com o seu esforço em poder descentralizar suas doações a outras pessoas que muito precisam por todo este país. 

Inclusive isso torna-se benéfico no sentido de traçarmos um caminho para tentarmos extirpar da sociedade uma das características ruins mais latentes dos tempos atuais: o bullying

"Se o meu destino

Está escrito em tuas mãos

O rumo das coisas ao meu redor

Em tuas mãos o rumo das coisas ao meu redor"

Este trecho da canção da banda "Nenhum de Nós" ("Ao Meu Redor"), reflete um pouco do que o bullying pode ter como consequência: o controle das ações e emoções do tirano sobre o subjugado. Mas quando você mostra a real face do comportamento nocivo e o quanto o extremo oposto, a generosidade e a solidariedade são extremamente necessários, especialmente às pessoas com fragilidades severas.


Esta dessensibilização, podemos assim dizer, da adolescência, pode ser mitigada por meio do diálogo, da conversa constante e por conseguinte da demonstração tácita, explícita de que o mundo ao nosso redor não pertence somente ao que nós queremos auferir. Mas àquilo de bom que podemos construir e colaborar para construir em relação ao nosso semelhante. E o fato de ele ser diferente ou ter alguma vulnerabilidade não é salvo conduto para que nós nos achemos superior a ele. 

É isso aí, pessoal. Fica a reflexão...

Até a próxima postagem!

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